sexta-feira, 11 de maio de 2007

1ª PARTE DA ENTREVISTA COM FERNANDA YOUNG




Por Jaime Neto



“Eu preferi escrever um romance, pra justificar o computador”


Nosso encontro aconteceu no mês de março deste ano, em São Paulo, no bairro de Higienópolis, mais precisamente dentro da livraria HaiKai. Desde o final do ano passado, que venho negociando uma entrevista com Fernanda Young, através de sua produtora e irmã (Renata Young). Quando a oportunidade surgiu, bastou uma adequação de agenda. As duas irmãs chegaram com um atraso de dez minutos, mas a espera foi satisfatória, Fernanda se declarou completamente em cada resposta. Seus comentários são sempre polêmicos, talvez pelo azedume que ela dá as palavras ou ainda por ser uma mulher super normal. Com sete livros publicados, e um já reeditado, Fernanda Maria Young de Carvalho Machado, niteroiense, que nasceu no dia 1º de maio de 70, é casada, mãe de gêmeas e apresentadora de tevê, escreve continuadamente desde a infância, como gosta de declarar e provavelmente a sinceridade com que fala de si, seja a sua característica que mais chateia os outros. Ela se assume pop e com orgulho, suas referências são muito atuais e assim, essa jovem escritora vai conquistando um público teen fiel, e conseguindo acima de tudo se firmar no mercado literário, mesmo que as críticas peguem no seu pé constantemente. Nessa primeira parte, conversamos principalmente, sobre seu primeiro romance e descobrimos alguns detalhes que levaram Fernanda Young a se tornar uma das escritoras mais "badaladas" da atualidade.


Com o relançamento do seu primeiro romance, “Vergonha dos Pés”, para festejar os dez anos de publicado, eu gostaria de saber o que você tem a comemorar como escritora?

Eu acho que tenho que comemorar o mercado, que não graças a mim, mas que desde então com outros autores publicados na década de 90, se fortaleceu. E aí, mais tarde ainda, mais ou menos na mesma época, as coisas dos blogs. Eu acho que criei uma identificação com pessoas mais jovens, provavelmente por causa da minha pegada mais pop, e que hoje em dia eu percebo que escrever e ler, não é mais algo tão elitizado quanto foi em algum momento antes.

Ficou mais comum?

Ficou mais comum, justamente por causa dessa humanidade que eu imprimo na minha literatura, na minha apresentação estética e nas minhas informações, como uma pessoa globalizada, que inevitavelmente sou. E então, o que há para ser comemorado é o mercado, não só pra mim. E é claro que eu fico muito emocionada em saber que um livro que teve a sua primeira edição em 96, e sete edições feitas em uma editora, pra que outra, dez anos depois, comprasse o título e relançasse, é porque é um mercado vivo e interessante como proposta de um convite à literatura pras pessoas mais jovens. As pessoas que leram o Vergonha dos Pés com 16 anos de idade, hoje em dia têm 26, e isso aconteceu, muito. Eu tenho muito acesso aos meus leitores, e eles se tornaram leitores graças, digamos, ao convite que foi feito através do Vergonha dos Pés.

Você começou a escrever o “Vergonha” com quantos anos, e quais recordações você tem daquela época? Voce já era casada?

Meu primeiro romance não foi o Vergonha dos Pés, foi o “Desiré é uma boa potranca”, que eu escrevi aos 17 anos, mas não lancei. Depois eu me dediquei a continuar escrevendo contos, novelas, muitas novelas (pequenos romances).

No caso da Comédia da Vida Privada, foi antes do Vergonha, também?

Foi um pouco, foi em 94. Quando eu me casei com o Alexandre (Machado), foi em 93 eu não escrevia com computador, daí ele me deu um computador, eu estava com mais ou menos 24, e ele me sugeriu que eu devesse passar a limpo toda a minha obra, que é grande, anterior ao Vergonha dos Pés. E toda escrita a mão, datilografada. Aí, eu fiquei tão assustada com a hipótese de ter que reescrever aquilo tudo, que eu preferi escrever um romance, pra justificar o computador. É claro que eu não tinha em momento nenhum abandonado a minha literatura, mas era uma coisa que eu não tinha a menos noção que seria publicada. Nunca pensei em publicar. Era uma questão de sobrevivência. O Alexandre também (nunca pensou em publicação), a quem de fato eu sou muito grata, em todos os sentidos.

Por isso, você sempre dedicar seus livros ao Alexandre?




É, dedico tudo! É ele que não quer que eu dedique mais nada, diz que é um “pé no saco”, essa gratidão toda. Mas foi ele quem tirou xérox, acho que umas três cópias, e mandou pra três editoras. E a (editora) Companhia das Letras mandou uma carta virulenta dizendo que eu escrevia muito mal, que era para eu desistir, era uma carta não assinada, que eu desconfio que deva ter sido uma mulher que escreveu, pois era bem virulenta à toa, porque eu era uma jovem mandando um livro pelos Correios.

Como muitas fazem...

É, exatamente! Mas eis que de súbito um dia, a Objetiva (antiga editora de FY) ligou de volta e foi realmente uma mudança incrível de tudo. Foi uma virada. Eu não acreditava que eu fosse...

Então, você achava que seria reconhecida por um outro trabalho?

Eu tinha feito Letras, tinha feito Jornalismo e estava fazendo Rádio e Televisão. Achava que ia viver escrevendo para esses segmentos, não de literatura. Literatura realmente escreveria para sempre, como escreverei pra sempre, mesmo que algum dia eu nem venha a publicar. Mas foi surpreendente. Foi uma chegada, foi um mercado que estava aberto na Objetiva, graças a Paulo Coelho, que estava também na Objetiva, e ele injetou uma categoria na Objetiva, a ponto de que eles abrissem a hipóteses de lançar uma autora nova, mas era uma coisa muito institucional. Seria um charme para a editora, e deu certo. E nisso foi um livro atrás do outro para um mercado que ficou fortalecido. E realmente foi assim que começou. Quando eu escrevi o Vergonha dos Pés, eu tinha 25 anos.

Hoje se você pudesse modificar alguma coisa na história do livro, o que seria?

Eu tinha uma noção da traição, uma visão da traição muito moralista. Aí, eu tive que mudar minha visão sobre a traição, porque realmente era uma visão muito juvenil, de quem acreditava no amor, como nos filmes da Sessão da Tarde. Hoje em dia eu escrevo sobre traição, por outros aspectos, que não são defesas de opiniões pessoais. Mas eu acho que um personagem meu não tem mais o moralismo que eu imprimir na Ana (personagem principal de Vergonha dos Pés). Agora eu acho o livro muito bonito, não escreveria ele dessa maneira, porque ele tem aspectos muito ingênuos na sua estrutura literária.

Eu li que esse livro seria transformado em peça, isso é verdade?

Eu o roteirizei tanto pro cinema quanto pro teatro, e aproveitando que são comunicações diferentes eu, digamos, mantive a beleza e tal, mas alguns diálogos eu tornei mais escorreito.

Eu soube também que o seu segundo livro, “A Sobra de Vossas Asas”, vai virar filme...

É, para o cinema americano. Provavelmente vai virar filme sim, mas é um processo muito lento, por que já fizemos uns três tratamentos. Nós escrevemos o roteiro em português, depois traduzimos, daí vai para Los Angeles, volta, vários encontros já foram feitos com essa produtora, que é uma boa produtora. O Alexandre vai para Los Angeles semana que vem (essa entrevista foi realizada em março). Agora curiosamente, apesar de eu saber que isso seria uma grande coisa para minha carreira, financeiramente falando, e uma carreira nos Estados Unidos – eles traduziram o livro, têm o direito sob a obra, há um interesse real – ao mesmo tempo eu sou muito brasileira, sou muito nacional. As pessoas me perguntam muito sobre carreira no estrangeiro, mas não sei. É claro que eu gostaria de ser traduzida e ser publicada em várias línguas, há esse sonho, mas ao mesmo tempo eu fico tão satisfeita, o Brasil é tão grande.

Por falar em Brasil, eu já vi e li algumas entrevistas suas, e você sempre cita que a Língua Portuguesa lhe salvou, mas salvou de quê?

Eu tenho o raciocínio muito da minha língua. Eu sou fruto da minha estrutura lingüística. A minha língua é minha pátria. Eu seria totalmente diferente se eu tivesse outra língua. Eu não consigo me expressar em outras línguas, não tenho a menor capacidade, não tenho talento nem paciência alguma. A maneira que a Língua Portuguesa conduz o meu raciocínio - o meu e o de todo mundo – como que a gente vê os sentimentos, cria relação amorosa, essa coisa que o Português nos dar da saudade, do fado, do drama, da poesia. Eu não tenho praticidade alguma na minha vida emocional, eu sou muito portuguesa. Talvez eu fosse uma pessoa mais auto destrutiva do que já fui perante concretude de uma outra língua. Se eu falasse a Língua Inglesa, provavelmente eu seria uma Junkie . É, eu acho que seria viciada em heroína (risos).

Eu consigo notar que alguns críticos começaram a se render à Literatura de FY. Você nota isso também?

Os tolos depois de alguns anos, eles retrocedem nas suas opiniões. Eu tenho visto isso também na minha carreira em televisão. Os mais virulentos recentemente andam fazendo elogios de meia culpa impressionantes. Ou seja, a bem da verdade hoje em dia a crítica não tem a menor capacidade de me comover. Eu tive uma depressão profunda em 2003.

Na época do em que você apresentava o Programa Saia Justa?

Sim, na época do Saia Justa, um pouco antes do Aritmética, um pouco antes de nascer o Aritmética. (A crítica) não por causa da minha literatura em si, mas por que eles fazem um pacotão e vão pro pessoal, então você se dilui em todas as suas áreas. No livro Aritmética eu falo sobre essa minha depressão. Eu realmente não agüentei o ódio.

E isso acabou influenciando até na data do lançamento. Eu lembro que na época você parecia esgotada e que paralisou a obra, quando estava escrevendo-o...

Eu não agüentava mais, era uma coisa horrorosa. Foi uma perseguição tão brutal com matérias agressivas, correntes na internet, pessoas me parando nas ruas para me agredir. A coisa foi para um nível (extremo). Mas eu adoro esse momento, por que dali pra cá, é aquela coisa mesmo “você cria um casco” – que eu pensei que pudesse comprometer na poesia, mas não. Podem fala, sabe?

Mas não incomoda não ser “tão bem recebida” a cada lançamento? Você se esforça ou já se esforçou pra ser bem aceita?

Não, mas incomoda porque prejudica o acesso dos meus leitores. Se eu não tenho (espaço) para divulgar. Por exemplo, o Vergonha dos Pés, não teve divulgação, não teve nenhuma resenha. Ele não teve matérias referentes a isso e isso é um acontecimento nacional. É um livro que dez anos depois ele é relançado (não só esse, como toda uma obra). Pelo amor de Deus, cadê a integridade e a ética de um jornalista? E isso me irrita, me irrita, porque eu sei que está prejudicando que novos leitores entrem em contato com uma obra que pode modificar uma geração, pode ser um convite à Língua Portuguesa. Se a gente aprende a lidar com a nossa língua, a gente aprende a se defender.

O que falta para que os críticos se rendam ao seu trabalho?

Nunca, acho que isso só vai acontecer quando eu envelhecer.

Já teve algum momento em que você já quis agradá-los?

Nunca, eu não quero agradar a ninguém. Eu tenho um respeito muito grande a minha integridade, os meus interesses de sobrevivência com a literatura e tenho um respeito muito grande por meus leitores, e esses leitores não são somente os que já existem, são os que estão por vir.

Quando pinta uma idéia para algum livro, você corre e se tranca, fala para as meninas (FY tem duas filhas. As gêmeas Cecília Madonna e Estela May) que vai ter que escrever e se isola?

É uma loucura. É muito estranho isso tudo. Eu até tenho um estúdio, mas não vinga, porque você vai ter horário para escrever? Eu até tenho, eu já fui bem mais disciplinada com a literatura, mas com as crianças, tem o ballet, tem(...)acaba que eu tenho escrito com meu laptop, de madrugada, na cama, deitada.

Quem sofre então é o Alexandre?

Quem sofre é Alexandre, mas eu já coloquei um cantinho pro Alexandre. Ele está a cada dia que passa mais restrito a um cantinho (risos).

Mas pelas fotos ele parece ser bem grande...

Ele é grande, tão grande... mas ele é tão educado, tão fino...

Ele te respeita, né?

Claro, imagina! Com plena noção. Eu escrevia um livro em oito meses, acho que todos eles eu escrevi nesse tempo assim. Hoje em dia, eu estou há dois anos e meio escrevendo meu novo romance.

Então não seria possível lançar um livro por ano?

Era sim, eu lancei Vergonha dos Pés em 96, em 97 eu lancei a Sombra de Vossas Asas, em 98 eu lancei Carta para Alguém Bem Perto, vinha assim. Hoje em dia está mais difícil, porque fora as meninas, eu criei uma frente de carreira muito grande. Então, não dar pra fazer bastantes coisas, com o tempo que eu (tenho). Inevitavelmente eu começo a escrever um livro quase que um atrás do outro.

Então, o lançamento é que demora um pouco?

É, porque é assim, eu tenho que reescrever. A minha estrutura literária está cada vez mais (densa). Eu estou mais exigente com a Língua Portuguesa, com a ortografia, com a gramática. Inevitavelmente, eu acho que melhorei muito nesse sentido. Na minha pontuação, a cada dia que passa eu estou mais experimental, digamos. Porque eu tento me aproximar da maneira que eu falo, que é como eu penso. Na maneira que eu escrevo que é pra ser rápido.

É engraçado, pois você consegue formar na mente de que está lendo um livro seu, justamente essa noção de que você está ali, lendo para a pessoa. Às vezes é possível até ouvir sua voz, por conta da estrutura que está escrita na página...

É por isso que as pessoas lêem rápido, os meus livros. E são livros muito densos, muito intensos.

Daí as pessoas já correm para o próximo...

Eu sei disso, eu tenho muitos autores que eu tenho essa necessidade de dar continuidade, de continuar lendo e na seqüência, porque tem uma ligação. Eu tenho muita fidelidade de manter o livro da maneira que eu escrevo. É claro que eu reescrevo tecnicamente. Corto um pedaço ou outro, reescrevo partes que estão mais confusas, mas eu não edito porque é um cuidado. É biológico, é orgânico nos meus interesses, pra mim, no meu sentimento, porque tem drama, tem dor e tem poesia de sobrevivência. Então, por mais que depois eu vá reescrever pra tecnicamente melhorar, ele tem que manter a integridade daquele momento, porque se não eu estou perdendo a oferta do meu melhor.

Em algumas obras, seus personagens também escrevem livros ou pensam em escrever livros, e esses livros são mesclados com o próprio romance. Como acontece isso, você faz a sua parte como escritora, daí você escreve a parte do personagem (como escritor) e sai recortando as histórias e alternando-as?

Eu escrevo da maneira que saí, eu não edito nada.

Não é muita doideira não?

É doideira demais, é uma insanidade, uma insanidade. É tudo louco. Mas é uma visão área porque eu tenho um narrador muito forte. E o narrador tem uma visão área como se fosse Deus e eu quero oferecer essa voz pro leitor. Que o leitor também saiba desses personagens como Deus, é uma doideira. E aí, eu tenho uma literatura que ela é quântica, ou seja, ela nunca é passado, presente e futuro. Ela começa no futuro vai para o passado, ela volta, ela é toda fragmentada. Às vezes eu acho até que eu talvez, tenha uma ausência de fôlego linear. Eu não consigo começar uma história e nananananana, eu vou, volto, volto pra outra parte, vou pra outro pedaço. E isso eu faço de forma totalmente (...), eu releio, tipo assim, o que acontece, quando o livro está com cem páginas, quanto mais eu vou escrevendo, mais eu tenho que reler um tanto pra voltar a escrever, porque se não eu me confundo, é claro. E claro, que depois que eu leio tudo, às vezes eu percebo: ‘nossa, essa parte aqui eu não continuei aquela história lá’, e aí é claro, eu reescrevo aquela parte que está faltando, mas nunca eu edito. Não uso o computador como meio de edição e ninguém edita livro meu. De jeito nenhum. Ninguém pode dizer pra mim, que uma parte está ruim ou reescreva, até houve essa tentativa por uma grande editora que eu tinha na Objetiva, e nos tivemos um problema porque justamente eu me neguei. Me nego, não vai...

Eu acho que isso pra o escritor deve ser foda, uma vez que é aquilo ali, da maneira que está...

Mas, é porque é um hábito. Principalmente americano. No meio editorial americano que é tendência fazer com que o editor, que é um estudioso e é de fato um grande sabedor de literatura, que ele trabalhe o livro com o autor. Isso é comum. Comigo não. Eu prefiro não publicar.

Seria uma espécie de passar a limpo a história, vendo concretude, coerência, seria isso?

É, por exemplo, “As Pessoas dos Livros” era uma resposta ao que foi feito na Objetiva, por eles não se interessarem em publicar o “Carta Para Alguém Bem Perto” – que é um livro que eu amo. Eles disseram que as cem primeiras páginas eram ruins. E eu falei: ‘não mexo nada, não mexo uma vírgula’ e aí na dor dessa rejeição, eu escrevi “As Pessoas dos Livros”, então depois foi muito curioso porque eles voltaram atrás, falaram: ‘o mercado quer um novo livro seu, nós vamos publicar o Carta.... da maneira que está’, e aí perguntaram: ‘você não tem um outro livro?’ Eu disse: ‘Tenho, mas eu não acho esse, vocês não vão querer publicar’. Aí eu mandei o livro, e eles me deram um tapa de pelica, pois falaram: ‘não, nos queremos publicar sim!”. Eu estava fazendo uma pirraça com o “As pessoas dos Livros”, e eles compraram o “Carta...” e o “As Pessoas...” juntos. Ou seja, eu dei um tapa neles e eles me deram também. Eu tive uma relação muito boa com a Objetiva, sou muito grata.

E por que acabou?

Porque de certa forma, lá pelas tantas eu ainda era tratada como uma mocinha exótica. E eu já não era mais. Então quando terminei o “Aritmética”...

Então, você sentia alguma diferença no trato?

Como eles me pegaram muito pequenininha, eles não viram que eu cresci, de certa forma. Então quando eu terminei o “Aritmética”, que eu falei que queria lançar na Bienal de São Paulo, eles falaram: “ah, não vai dá, porque não dar tempo”. Daí eu falei: ‘como não? Eu quero lançar na Bienal de São Paulo’. “Mas, não dá”. Aí eu falei tudo bom, ‘não dá?, eu vou procurar outra editora’. Daí eles falaram: “Pelo amor de Deus não, fica com a gente, publica”. Então eu falei ‘não, porque não é uma pirraça. Quando eu disse que queria publicar na Bienal, era porque eu ainda estava no Saia Justa, e queria fazer o lançamento bombar’. Por que eu queria sair do Saia Justa, e eu sou muito estratégica. Então, não mexe com as minhas estratégias, não era pirraça, eu não sou pirracenta. Eu tenho os meus planos, porque eu sei quanto custa tudo isso. Se você entrevistasse a Madonna, ela te diria a mesma coisa. Naquela música “American Life”, ela fala sobre isso: ‘Eu não estou satisfeita’. Você acha que tudo isso é assim? Que no final das contas, tudo é tão simples?. Você acha o quê, que ela está leve na vida?. Ela está exausta, ela sabe o que ela quer porque está exausta. Quando eu falei que queria publicar na Bienal, não foi pirraça, foi uma exigência de quem queria sair fora daquele esquema todo. Sair fora do Saia Justa era muito importante pra mim.






...continua...

6 comentários:

Priska disse...

Adorei querido.... Estou ansiosa pela continuação.
bjus

Charles disse...

jaime quer matar a gente do coracao

posta o resto jaime, ta muito legal ate aqui

Ary Régis disse...

Caraca... Meu, se tua entrevista não fosse do caralho, iria te chamar de torturador-masoquista!!! (Brincadeirinha!!) Põe logo o resto aí pow....
Parabéns!!!

Luiz disse...

mto boa. tenho tres coias a dizer:
-parabéns.
-queria saber mais informações sobre a peça do livro dela se vai ter realmente uma adaptação
-posta a continuação!

=D

Clarissa. R disse...

amei a entrevista
exclusivamente pq amo fernanda young... e naum e por puro gostar simples e pq com aritimetica e q pude me descobrir um pouco, me ler.

Arthur Araujo disse...

Confesso que é a melhor e mais sincera entrevista da Fernanda!!! Parabéns Jaime!